É importante cuidar bem dos nossos aparelhos eletrônicos. Ao fazê-lo, eles duram mais tempo e produzimos menos lixo eletrônico, mas em geral, quando falamos em “cuidar bem” de nossos gadgets, significa sermos gentis com eles, mantendo-os em bom estado, com as últimas atualizações de software – e não regá-los ou colocá-los para tomar um pouco de sol. No entanto, é exatamente o que este teclado coberto de musgo exigiria, fazendo-nos olhar para nossos equipamentos de outro jeito.

Segundo o designer Robbie Tilton, “pensei em montar um teclado de computador feito de madeira e musgo. Queria muito criar algo assim porque acho que a estética dos modernos objetos tecnológicos é fria e sem vida. Vivendo em uma sociedade cercada por equipamentos eletrônicos feitos de vidro, metal e plástico, acredito que estamos constantemente nos afastando da natureza. Somos atraídos por objetos que são visualmente limpos, mas também visualmente insípidos e ineficazes ao tato. E se a nossa tecnologia estivesse viva e respirasse? Se exigisse que nós a regássemos à noite para que florescesse? Se ela fosse estimulante tanto no aspecto tátil quanto no visual, as interações do usuário mudariam, assim como seu relacionamento com o objeto”?

O teclado de musgo não só é agradável aos olhos, mas mostra que nossos equipamentos, com exceção dos componentes eletrônicos, não precisam ser feitos só de plástico e metal, mas também de materiais naturais. Como o touch pad de madeira que mostramos recentemente ou os alto-falantes que não usam eletricidade do iPhone, usar materiais naturais sempre que possível pode reduzir a pegada de carbono dos gadgets, e suas peças seriam biodegradadas ou recicladas ao fim de sua vida útil.

Como foi feito

Tilton decidiu recriar um teclado Apple sem fio porque não contém muitas peças. Para realizar o projeto, ele desmontou um teclado antigo e reinstalou os componentes eletrônicos na nova estrutura de madeira.

“No futuro, gostaria de continuar a fundir a fabricação digital com materiais naturais para criar peças que contrariem as percepções pré-concebidas das pessoas, e que sejam visualmente bonitas e interessantes ao tato, mas com a funcionalidade que esperamos do mundo moderno”, explica Tilton.

 

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