As redes sociais e os dispositivos móveis serviram como uma alavanca para impulsionar as manifestações que aconteceram em 2013. As reivindicações iam além dos 20 centavos do aumento na passagem do transporte público, a qualidade e o passe livre também faziam parte desta pauta. Foi por meio do Facebook que o Movimento Passe Livre – MPL conseguiu arregimentar simpatizantes e indignados por todo o país. Os protestos iniciados pelo MPL entrou para a história como um dos maiores que já ocorreram.

Manifestantes fecham a av. Paulista, em São Paulo, no protesto contra o aumento das tarifas do transporte público na capital / Foto: Marcelo Justo/Folhapress

Manifestantes fecham a av. Paulista, em São Paulo, no protesto contra o aumento das tarifas do transporte público na capital / Foto: Marcelo Justo/Folhapress

 

Em seguida os protestos tomaram um novo tema, que já era antigo para os brasileiros, mas que desta vez resolveram sair às ruas e lutar por seus direitos e pelo seu país. A corrupção tornou-se o tema central, o que antes era apenas discutido entre amigos e família, tomou as ruas e gerou uma legião de indignados que juntaram suas forças para combater o que atola nosso país. Tudo isso apenas aconteceu graças as redes sociais, que facilitaram o acesso às informações, opiniões e ajudaram que grupos se organizassem em diversos lugares do Brasil para sair às ruas e protestarem a favor de seus direitos e contra a corrupção.

A mídia tradicional estava presente em todos os atos, divulgando em suas capas a força do povo nas ruas. Rádios e redes de televisão fizeram seu papel transmitindo ao povo os ocorridos. Mas ficou claro para todos que os protestos apenas ocorreram por causa da organização online. Nesse período, veículos independentes como o Mídia NINJA ganharam uma visibilidade mundial, por mostrar o outro lado do que estava acontecendo. É sabido que muitas das emissoras, rádios, jornais e revistas que veiculam pelo Brasil pendem para algum partido político. É assim que o jornalismo funciona no mundo. A disseminação dos veículos de comunicação que não estão presos aos ditames de anúncios ou grupos políticos são mais dispostos a mostrar para a sociedade o outro lado dos acontecimentos, este tipo de diálogo entre veículo e receptor é o que move a opinião pública.  

O Facebook é hoje uma das maiores plataformas de comunicação

O Facebook é hoje uma das maiores plataformas de comunicação no mundo

 

O número de coletivos jornalísticos que irão trabalhar de forma independente pode crescer cada vez mais, já que a tecnologia caminha para um maior desenvolvimento e a comunicação é o seu grande aliado. Mas é preciso mostrar para a sociedade que existe uma liberdade de expressão, contudo, a sua qualidade deve ser preservada. Um grande aliado e muito utilizado nos dias de hoje é o Facebook, Instagram e Twitter. Os três funcionam de formas um pouco diferentes: a informação chega primeiro no Twitter, em poucos caracteres, mas muito conciso explica o que está acontecendo naquele exato momento. É onde a informação chega primeiro. Em seguida o Facebook desenvolve essa mesma informação de uma forma onde a opinião pode ser melhor trabalhada, assim como o texto e mais informações do ocorrido, com o apoio de fotos e vídeos o Facebook acaba tornando a mensagem palpável e acessível. Nesse mesmo tempo as informações são divulgadas no Instagram, uma plataforma que trabalha mais com imagens e vídeos curtos do que com texto, mas essas fotografias chamam muito a atenção e levam o leitor para outras redes sociais. Ou seja, a comunicação está interligada entre diversos aplicativos e redes sociais que juntas trabalham na divulgação das informações. Hoje sabemos que o cenário político está se transformando cada vez mais, graças a elas, que facilitam a comunicação entre grupos e ajudam na organização de intervenções sociais.