Hoje em dia você compra um aparelho eletrônico e dentro de muito pouco tempo já existe um “melhor” algo que normalmente tem funcionalidades pouco significantes a mais mas, com a fome de consumismo propagada hoje mais do que nunca precisamos de um novo aparelho e lidamos com isso como algo necessário.

A obsolescência programada (e cada vez mais acelerada) dos produtos que hoje compramos é resultado do monopólio das gigantes fabricantes tais como Samsung, Apple, LG, HTC que não se contentam apenas em vender mas, utilizam um marketing tão agressivo que leva as pessoas a pensarem que realmente necessitam da nova versão do seu celular.

A Samsung por exemplo, tem diversos modelos lançados, entre eles um dos mais populares, a família do Galaxy S que foi lançada em 2010 e hoje já se encontra na versão 4, isso sem contar os Lite e mini que são versões de baixo custo.

Você já parou para pensar para onde irá todo esse lixo eletrônico?


Bom, em Gana existe um local chamado Agbogbloshie, um acampamento ilegal com cerca de 16.000 metros quadrados e lar de mais de 40.000 pessoas. Esse é apenas um dos principais destinos de lixos eletrônicos do mundo.

E se você imagina um centro de reciclagem está muito enganado, pois, se trata de um lixão mesmo, quem trabalha lá na maioria das vezes são crianças e jovens que tentam extrair metais que podem ser vendidos, entre esses materiais existe elementos como mercúrio, cádmio, cobre, chumbo e alumínio, que podem contaminar o solo, lençóis freáticos e prejudicar a saúde de quem está nesse ambiente.


Esses lixos chegam ao país com título de “bens usados” como se fosse uma doação e algo aproveitavel mas na verdade não passa de um descarte de lixo.
Com a explosão da produção de eletrônicos de consumo na virada do século 21, as exportações ilegais dos produtos para países subdesenvolvidos também cresceu e muito.

Ainda que o governo de Gana tenha instituído medidas de proteção na década passada, como o Projeto de Restauração Ecológica do Lago Korle para recuperar o antigo pântano de Adbogbloshie, há pouco que o governo possa fazer em relação às condições desumanas de vida enfrentadas pelos moradores da região – e não parece que essa situação vá melhorar tão cedo.


A ONG Green Peace instalou um GPS dentro de uma televisão e enviou para uma empresa de reciclagem na Inglaterra, o destino final foi Gana, ou seja, infelizmente muitos centros de reciclagem além de cobrar para ficar com o lixo eletrônico o vende para outros países não dando um destino adequado.



Devemos levar em consideração que não só os trabalhadores e suas próximas gerações serão afetados pelo conteúdo tóxico (na verdade isso seria o suficiente para frear um pouco o consumismo) mas deve-se pensar também na poluição. Certamente é um assunto a se refletir e tentar mudar certo hábitos no cotidiano.

Fontes: Gizmodo, Planeta Sustentável, Lixo Eletrônico.
Imagens: Michael Ciaglo, Marlenenapoli.